A Tribuna do Povo da Sessão Descentralizada da Câmara Municipal de Gramado, realizada nesta segunda-feira (14), no CTG Manotaço, foi ocupada pelo patrão da entidade, Fernando Gusen. Em sua manifestação, ele abordou a contribuição do CTG e do tradicionalismo gaúcho para a história, a cultura e a formação de diferentes gerações no município.

Fernando iniciou sua fala destacando a realização da sessão no espaço do CTG pelo sexto ano consecutivo e ressaltou o significado do encontro durante o período dos festejos farroupilhas. Também agradeceu a presença dos vereadores, representantes do Executivo, servidores, Vereadores Jovens e integrantes da comunidade.

Ao falar sobre o trabalho desenvolvido pela entidade, o patrão destacou a importância do apoio a projetos culturais e agradeceu ao Legislativo pela destinação de recursos por meio das emendas impositivas. Segundo ele, esse suporte contribui diretamente para a manutenção das atividades de uma entidade sem fins lucrativos. “Para uma entidade que é sem fins lucrativos, esse tipo de estender de mão faz muita diferença para as iniciativas e os projetos culturais que a gente desenvolve aqui”, afirmou.

A participação das novas gerações também teve destaque na Tribuna. Fernando citou o trabalho realizado com crianças e jovens e ressaltou que ações dentro dos CTGs e das escolas ajudam a garantir a continuidade das tradições. “Com estes pequenos, a tradição do nosso Rio Grande continuará sendo preservada, valorizada, levada adiante, como a gente aprende no tradicionalismo, de geração em geração”, destacou.

Atualmente, o CTG Manotaço reúne mais de 100 integrantes em seu departamento artístico, distribuídos entre as invernadas Pré-Mirim, Mirim, Juvenil e Adulta. Fernando também destacou o trabalho dos departamentos campeiro e cultural, além da participação feminina e juvenil nas atividades da entidade.

Durante a manifestação, um momento especial foi dedicado à memória do CTG. Fernando apresentou a primeira faixa de prenda da entidade, utilizada pelas representantes do Manotaço durante aproximadamente duas décadas e recentemente doada ao CTG para preservação. O item passará a integrar o acervo histórico do galpão, mantendo viva uma parte da trajetória iniciada com a fundação da entidade, em 1955.

Ao encerrar sua participação, Fernando resumiu a relação construída entre o CTG e o município ao longo das décadas. “A história do nosso Manotaço também é a história de Gramado porque nascemos juntos”, afirmou.