Projeto do vereador Ike Koetz aprovado nesta segunda-feira (10) transforma o recebimento da centelha em compromisso institucional da Câmara e busca preservar e transmitir às novas gerações um dos principais símbolos da tradição gaúcha!
A Câmara Municipal de Gramado aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira (10), o Projeto de Lei Legislativo nº 033/2026, que institui anualmente o ato solene de recebimento da Chama Crioula e o acendimento da Centelha Farroupilha no Poder Legislativo.
A iniciativa é do vereador Ike Koetz, que convidou os demais parlamentares a participarem da autoria da proposta. Com a aprovação unânime, o Legislativo gramadense estabelece um compromisso institucional com a preservação e a valorização das tradições gaúchas, especialmente junto às novas gerações.
A cerimônia deverá ocorrer anualmente em período anterior às comemorações da Semana Farroupilha, reunindo entidades tradicionalistas, representantes da comunidade e convidados na sede do Legislativo.
UMA CHAMA ACESA DESDE 1947
A história da Chama Crioula remonta a 7 de setembro de 1947, em Porto Alegre, quando jovens ligados ao movimento de valorização das tradições gaúchas retiraram uma centelha do Fogo Simbólico da Pátria e a conduziram até o Colégio Júlio de Castilhos.
Entre aqueles jovens estava Paixão Côrtes, que se tornaria uma das maiores referências do tradicionalismo gaúcho.
A pequena centelha acesa naquele momento atravessou gerações e se consolidou como um dos principais símbolos das comemorações farroupilhas no Rio Grande do Sul.
Todos os anos, a Chama Crioula percorre diferentes regiões do Estado, conduzida por cavalarianos e tradicionalistas até municípios, CTGs e comunidades.
Agora, em Gramado, ela também terá oficialmente um lugar na Casa do Povo.
TRADIÇÃO PARA AS PRÓXIMAS GERAÇÕES
Para Ike Koetz, mais do que criar uma solenidade, a proposta busca reforçar o papel das instituições públicas na preservação da identidade e da memória do povo gaúcho.
“Todos os anos, homens, mulheres, jovens e crianças dedicam seu tempo para manter essa tradição viva. Se a Chama Crioula representa a história e a identidade do nosso povo, entendemos que ela também deve passar pela Casa do Povo”, afirma o vereador.
Durante a defesa da proposta na tribuna, Koetz também chamou a atenção para a importância de aproximar crianças e jovens da história e dos costumes do Rio Grande do Sul.
“Vivemos uma época em que nossas crianças têm acesso ao mundo inteiro em poucos segundos. Isso é extraordinário. O que não podemos permitir é que conheçam o mundo inteiro e deixem de conhecer a própria história. Tradição não significa viver preso ao passado. Significa saber de onde viemos para compreender quem somos”, destacou.
A iniciativa também reconhece o trabalho desenvolvido pelas entidades tradicionalistas e pelos milhares de voluntários que mantêm a cultura gaúcha viva nos CTGs, invernadas, cavalgadas, rodeios e demais atividades culturais.
APROVAÇÃO UNÂNIME
A aprovação por unanimidade reforçou o caráter institucional da iniciativa. Para Koetz, o apoio de todos os vereadores demonstra que a preservação da história e das tradições pode estar acima das diferenças políticas.
“Fiquei muito feliz com o apoio de todos os colegas. Quando falamos da nossa história, das nossas raízes e daquilo que queremos deixar para nossos filhos, não existem lados. Existe um compromisso de todos nós com aquilo que somos”, afirmou.
A proposta prevê a utilização da estrutura já existente da Câmara para a realização da solenidade, podendo contar com a colaboração das entidades tradicionalistas e da comunidade.
Ao defender o projeto na tribuna, Koetz resumiu o espírito da iniciativa:
“Nós, vereadores, passamos. As legislaturas passam. Os presidentes desta Câmara passam. Mas a nossa história precisa permanecer, a nossa identidade precisa permanecer e a nossa tradição precisa permanecer.”
Com a aprovação do projeto nesta segunda-feira, o recebimento da Chama Crioula e o acendimento da Centelha Farroupilha passam a integrar o calendário institucional do Poder Legislativo de Gramado, fortalecendo a ligação entre a Casa do Povo e uma tradição que há quase oito décadas mantém acesa a história do Rio Grande do Sul.







