Desfile Vítrea  da Cristais de Gramado contagia público na Rua Coberta

Artistas de diversas nacionalidades estão participando, em Gramado, da  Bienal Internacional de Arte em Vidro Ibero-Americano. Um dos destaques da programação foi o Desfile Vítrea, na noite de ontem (21/05), em que o público presente na Rua Coberta teve a oportunidade de conferir 30 vestimentas e acessórios de vidro. Irane Land, fundadora e conselheira da Cristais de Gramado, abriu o desfile com o traje Alma Fluída — vestido criado e produzido por sua equipe, reunindo 58 flores e folhas de cristal.  A empresa gramadense também criou um belíssimo maxi colar com peças de cristal com ouro 24k, apresentado na passarela por Maria Eduarda Fraga.

A energia contagiante dos artistas tomou conta da passarela e emocionou o público. Entre aplausos, olhares atentos e muitos registros fotográficos, criadores de diferentes nacionalidades desfilaram suas próprias obras em vidro, transformando o evento em uma verdadeira celebração da arte, da criatividade e da expressão autoral. O entusiasmo dos participantes e o encantamento do público reforçaram a força poética do vidro artístico, capaz de unir delicadeza, inovação e emoção em cada detalhe apresentado.

Artistas e entusiastas da arte em vidro de diversos estados brasileiros e de países como Argentina, México, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Espanha, Portugal, Estados Unidos, entre outros, estão participando do evento. O Desfile Vítrea também foi prestigiado por autoridades como Luia Barbacovi, vice-prefeito de Gramado, Neri da Farmácia, presidente da Câmara de Vereadores, Ricardo Bertolucci Reginato, secretário de Turismo de Gramado, e Rosa Helena Volk, presidente da Gramadotur.

Desenvolvidos especialmente para o desfile da 3ª Bienal Internacional de Arte em Vidro Ibero-Americano, o vestido e o maxi colar apresentados pela Cristais de Gramado encantaram o público ao traduzirem a essência da marca, unindo sofisticação, tradição artesanal e contemporaneidade. A apresentação ganhou ainda mais emoção quando, ao cruzar pela passarela, Irane Land surpreendeu os convidados ao distribuir flores de cristal que compunham o seu buquê, em um gesto delicado que arrancou aplausos e reforçou o caráter artístico e afetivo da criação.

As 58 flores e folhas que compõem o vestido foram moldadas a partir da técnica de cristal vertido, garantindo leveza, brilho e harmonia visual ao figurino. A composição foi concebida para valorizar o movimento na passarela e evidenciar toda a delicadeza e beleza do cristal artístico em uma peça exclusiva.

Já o maxi colar foi confeccionado a partir da técnica do fusing e recebeu aplicação de ouro ainda durante o processo produtivo, quando o material é trabalhado em estado incandescente. O resultado é uma joia contemporânea que evidencia precisão técnica, sensibilidade estética e domínio artesanal.

O designer e artista residente da Cristais de Gramado, Denis Schuck, contou com a colaboração da artista convidada Estela Seifert na execução do vestido, além do apoio de toda a equipe de mestres e artesãos da empresa. Na criação e montagem do maxi colar, Schuck também teve a parceria de Aline Camargo e Juliana Brusius.

A Bienal Internacional de Arte em Vidro Ibero-Americano ocorre pela primeira vez no Brasil e está movimentando Gramado desde o dia 17 de maio, com oficinas, cursos e palestras. As atividades formativas encerram nesta sexta-feira (22/05), na Cristais de Gramado. Já na manhã deste sábado (23/05), também na Cristais de Gramado, ocorre a abertura oficial da exposição desta 3ª Bienal Internacional de Arte em Vidro Ibero-Americano e cerimônia de premiação dos trabalhos destacados — ocasião voltada a convidados.

De 23 de maio a 21 de junho, o público em geral terá a oportunidade de conferir as exposições no Centro Municipal de Cultura, na Cristais de Gramado e no Vita Boulevard. Inspiradas pelo tema OCEANOS, as exposições se desdobram em diferentes espaços da cidade, compondo um percurso sensível e complementar que conduz o público por distintas camadas poéticas da mostra, organizadas, como um percurso curatorial, no qual cada espaço expositivo atua como uma camada de leitura do oceano, evocando movimento, transparência, profundidade e transformação, qualidades que aproximam o vidro da própria dinâmica das águas.

Foto – Jei Heydt