O Hospital Arcanjo São Miguel (HASM) registrou um crescimento significativo no número de atendimentos em emergência, assim como o cenário estadual neste mês de abril, totalizando 3.826 pacientes atendidos em apenas 25 dias. Esta grande demanda sobrecarregou o setor de emergência em virtude da procura por atendimentos leves e intermediários que poderiam ser sanados na Rede de Atenção Básica ou consultórios médicos. Com isso, a direção da casa de saúde, em conjunto com a Secretaria Municipal da Saúde, definiu que a partir desta sexta-feira (26) o HASM recebe pacientes classificados como casos Amarelo, Laranja e Vermelho, conforme preconiza o Protocolo de Manchester adotado pelo Ministério da Saúde. A medida foi tomada após reunião realizada ontem (25), com a presença do secretário da Saúde, Paulo Felippe de Carvalho, do interventor do hospital, Carlos Gober, da diretora Assistencial e da coordenadora da Enfermagem de Emergência do HASM, Franciely Schneider e Mirian Frizzo, respectivamente, além da diretora de Atenção Básica do município, Daniele Swaizer e da coordenadora do Centro de Atendimento Integrado a Saúde (CAIS), Patrícia Valle.
Sendo assim, devem procurar o Hospital São Miguel aqueles pacientes com classificação de risco de ‘Urgência’ (Amarela) – necessita de atendimento rápido, mas pode aguardar o atendimento de casos mais graves; ‘Muito Urgente’ (Laranja) – necessita de atendimento rápido, há risco imediato de perda de função de órgãos ou membros; e ‘Emergência’ (Vermelho) – necessita de atendimento imediato, com risco de morte. Já os pacientes classificados como ‘Pouco Urgente’ (Verde) – situações que precisam de atendimento no mesmo dia, sendo baixo o risco biológico e ‘Não Urgente’ (Azul) – situações não agudas, devem procurar ou serão redirecionados para a Rede de Atenção Básica ou o Centro de Atendimento Integrado a Saúde (CAIS), que funciona junto ao Centro Municipal de Saúde, diariamente, das 8h às 20h. “Estamos priorizando casos que possuem riscos de vida, como forma de resguardar os pacientes que estão em situações mais graves, conforme modelo adotado em outras emergências do Estado que estão sobrecarregadas”, avalia o interventor do HASM, Carlos Gober.
Este fluxo já é adotado pelo município desde agosto de 2023 mas a população segue procurando o hospital em situações de casos leves e intermediários, fazendo com que a capacidade de atendimento hospitalar esteja próxima do limite.

