Os trabalhos para a construção do novo estádio do Centro Esportivo Gramadense (CEG) estão em andamento na Linha Carazal. Após a aprovação do projeto e da licença de implantação em agosto, a diretoria do clube deu início ao manejo da vegetação e a terraplenagem do acesso. O objetivo é inaugurar o estádio multiuso até o final de 2022 para dar continuidade ao projeto de profissionalização do Gramadense. Com 15,5 hectares de área, o Gramadense está utilizando 3,5 hectares do total. Na primeira fase do projeto, serão 9.000m² de área construída. Além do campo principal, está projetada uma arquibancada com três pavimentos e capacidade para quatro mil torcedores. No pavimento nível campo, ficam as estruturas administrativa do clube e das categorias de base, com alojamentos, salas de musculação, refeitórios, vestiários e suporte médico. No segundo piso, serão construídos dois vestiários padrão Fifa para equipes profissionais, zona mista, salão de eventos, cozinha de apoio, galeria de ex-presidentes e sala de troféus. Já no terceiro pavimento, fica a rampa de acesso às arquibancadas, camarotes e tribunas de imprensa.
O presidente do Gramadense, Sandro Bazzan, observa que a construção do moderno complexo multiuso será possível em virtude da permuta feita com a área do antigo Estádio dos Pinheirais. Além de receber R$ 15 milhões pelo Pinheirais, o clube possui sete lojas, quatro decks, 79 boxes de garagem, 30 unidades hoteleiras e seis salas comerciais no complexo Vita Boulevard, que está sendo construído no terreno do antigo estádio. Na época do negócio, o clube recebeu o equivalente a R$ 37 milhões. Foram usados R$ 4 milhões na compra da área do novo estádio e R$ 11 milhões reservados para a construção – recurso que está aplicado desde que tramitam as licenças. Os outros R$ 22 milhões foram dados ao clube em área construída no Vita. “Hoje, temos dinheiro para tocar a obra e certamente o patrimônio é três vezes maior. Em março, o Vita será inaugurado e teremos receita para o clube”, afirma Sandro Bazzan.

