As ocorrências de tremores e estrondos registrados em Gramado estão sendo analisadas em um plano de trabalho que está sendo construído pela Secretaria Municipal de Planejamento, Urbanismo, Publicidade e Defesa Civil e pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Nesta iniciativa deverá ser contratada uma empresa especializada a fim de buscar entendimentos mais concretos em relação a este fenômeno natural. “Assim poderão ser compreendidos os fatores que causaram os tremores. É importante que usemos todas as técnicas possíveis”, confirma o geólogo da Secretaria do Meio Ambiente, Paulo Stahnke.
A recomendação direcionada à população de Gramado, diante disso, é o de tranquilidade. Na opinião do tenente-coronel Sandro Carlos Gonçalves da Silva, da Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil de Caxias do Sul, os danos que por ventura ocorrerem devem ser comunicados à Prefeitura de Gramado. “É preciso que as pessoas avisem quando, onde e qual a intensidade dos estrondos, caso venham a se repetir. Mas existe a garantia de que as equipes do município estão preparadas para possíveis consequências”, explica.
O Plano de Trabalho inclui a implantação de três sismógrafos em pontos estratégicos da cidade, para avaliar por um determinado perioodo de tempo (um a dois anos) a ocorrência e intensidade dos tremores que eventualmente venham a ser registrados. Os tremores que tem sido registrados em Gramado, principalmente no bairro Piratini, não foram captados pelo sismógrafo da USP, instalado no Parque do Caracol, em Canela.
O engenheiro de Mineração, professor da Ufrgs e diretor da International Society of Explosives Engineers, Enrique Munaretti, informa que a origem dos tremores não tem ação humana. “Não são causados por explosivos”, frisou.
Foto: Carlos Borges

