Segundo o diretor de oportunidades e negócios da Associação Comercial e Industrial de Canela, Alfredo Schaffer, Canela vai ter um aeroporto sim. Ele diz ainda que, “não é que teremos por que queremos ter, simplesmente, é porque a região precisa ter um aeroporto”. Segundo Schaffer, “o aeroporto de Canela será de extrema importância na retomada do turismo no período pós-Covid-19. O projeto está sob um solo firme e só tende a crescer e ser executado”. Um dos diferenciais do projeto de Canela é que ele será bancado pela iniciativa privada, ao contrário de seu principal concorrente, Vila Oliva, em Caxias, que tem o recurso público como principal realizador. Assim, neste período de esvaziamento dos cofres públicos e queda de receitas dos órgãos governamentais, em razão da pandemia do novo coronavírus, o projeto canelense ganha força e já é vislumbrado como alternativa real. “Esse projeto é de toda a região, é o Aeroporto das Hortênsias, não apenas de Canela”, complementou Alfredo, indicando que a área canelense já possui a outorga por 35 anos, para a instalação desde outubro do ano passado.
Já o vice-prefeito de Canela, Gilberto Cezar, acredita que “logo teremos as licenças ambientais da ampliação da área do projeto e nos próximos meses poderão ser iniciados os processos de abertura de editais, o passo definitivo para a instalação do aeroporto”. Existe um grupo de investidores que representa fundos internacionais de investimento, inclusive com uma carta de intenções de colocação de recursos para a viabilização da construção do novo aeroporto.
Em épocas que o turismo sofre pelo isolamento social, a opção de modal de cargas em um aeroporto em Canela surge como atividade econômica alternativa, com central de cargas rodoviárias e estação aduaneira e centro comercial de serviços, vão colocar Canela no mapa de grandes investimentos, com geração de emprego e renda fora do eixo turístico.
O projeto do aeroporto turístico foi implementado, contando agora com um modal de cargas, que compreende uma estação aduaneira, facilitando a importação e exportação, através de um porto seco, e terminal aéreo de cargas, que vai elevar o Aeroporto das Hortênsias a um grande centro, que compreende:
1) Transporte de mercadorias: despachantes de carga, exportadores, operadores logísticos e serviços de aduana.
2) Serviços auxiliares como: armazenagem, manutenção e conserto de máquinas e equipamentos.
3) Inteligência logística: combinando multimodalidade, telemática e otimização de fretes.
Fonte – Portal da Folha
Foto: Reprodução – Maquete da plataforma logística multimodal de Canela

