22
jan
2018

Progressistas de Gramado expõem divergências em rede social e elevam o tom publicamente

O escritor Paulo Cardoso fez na rede social uma análise política do PP de Gramado, agora denominado de Progressistas. E o resultado não foi bom para os Progressistas que elevaram o tom. Como comentou Paulo, “o velho escudeiro de Pedro Bertolucci e do PP, Sergio Moschem, faz em público aquilo que outros fazem pelos cantos entre cochichos: Deu nomes àqueles a quem entende creditar os erros do apagão do partido, e com isso, naturalmente colheu a resposta direta e defensiva de uma das citadas em seu amargo desabafo, a ex-Primeira Dama, e atual Vice Presidente dos Progressistas, Jandira Tissot”. Sérgio Moschem ou’ Mosquito’ como é conhecido, postou dizendo “que o problema do PP não é seu presidente, o problema é a elite que se instalou dentro do Partido”, e concluiu dizendo, “quem é Jandira Tissot, Jucileide, Denise, Joel para comandar um Partido do tamanho do PP”, questionou ele. Sem deixar por menos, a ex-Primeira Dama, Jandira Tissot se apresentou e postou seu currículo a frente do PP, e questionou: “quem é Sérgio”, disse ela. Jandira foi forte na resposta, dizendo”, além dessa pessoa amarga e machista, se fosse realmente um progressista não estaria criticando publicamente seus colegas e sim vindo ajudar a ter um PP unido, organizado, olhando o futuro e planejando o futuro”, resumiu ela.

Segundo o analista Paulo Cardoso este desabafo direto demonstra e comprova que o velho PP tem sim duas correntes fortes que caminham em sentido contrário. Segundo Paulo, e ele relata em seu texto, “o Presidente Bruno Coletto foi abandonado entre duas facções que quase se odeiam, e tem ele, Bruno, que fazer um esforço titânico para manter-se no elevado nível de educação que recebeu, e em certo momento terá que virar a mesa, ou então chutar o balde”, comentou o analista. “Há quem aposte na segunda opção, para ufanar-se no prazer de demonstrar que só ele, ou eles, são capazes de dar voz de comando ao partido que foi traído por si mesmo, por sua prepotência em julgar-se invencível, por confiar em pesquisas mal feitas, por comandar uma campanha em 2016 como se comandava campanhas em 1970, com a diferença que em 1970 haviam ideais a serem buscados, tanto governo quanto oposição. Buscava-se liberdade, democracia, direitos civis e liberdade política. Em 2016 o PP buscava apenas manter-se no poder, e nada mais que isso teve a oferecer ao militante ou ao eleitor. Errou feio. Errou nos cálculos. Errou no método, e errou em não avaliar, em subestimar a força do adversário”, finaliza o escritor Paulo Cardoso.